entre os vários Orfeonistas.
Infelizmente,..defraudando as nossas expectativas,
Face a isto, e uma vez que, o que julgávamos ser uma forma de ajuda ao trabalho que estamos a desenvolver,
..há quanto tempo não sopra o pó e abre aquela caixa de cartão cheia de fotografias? ..não tira da prateleira e folheia o álbum daquela digressão? ..não espreita os ficheiros de imagens daquela saída para mais uma cantoria? Porque não "rever" velhos amigos da vida académica Coimbrã?
Padre João e o Presidente do Orfeon, Nuno Sequeira, nos agradecimentos finais do espectáculo.
Já lá vão quase 60 anos!
O Orfeon era masculino, a viagem foi de barco e durou 3 meses,...
o espírito Orfeónico, o que ainda hoje existe!
«(...) A propósito, é oportuno recordar uma história que nos foi relatada com graça nos escritórios da Companhia Colonial de Navegação. Como sempre, a presença da Academia de Coimbra lançou o pânico nos estremosos corações maternais.
O caso passou-se antes da nossa chegada.
Uma respeitável senhora, mãe carinhosa duma donzela igualmente respeitável, recém-casada por procuração com certo cavalheiro colonial e que preparava alvoraçada a sua viagem no "João Belo", que a transportaria aos braços amados - também por procuração das maternais considerações económicas - entrou nos escritórios da Companhia com um ar de irremediável fatalidade. Ao saber que no mesmo barco viajava o Orfeão Académico, o coração da pobre senhora perdeu o compasso numa angustiosa aflição. Talvez que ela tivesse, perdida na sombra do seu passado distante, uma história de amor que não contou ao marido. E a pobre senhora anteviu uma autêntica abordagem de piratas do amor ao coração naturalmente sugestionável da pobre menina. Daí aquela corrida ao Escritório a pedir por todos os santos que lhe arranjassem passagem noutro barco e salvassem a bela noiva do ultraje de uma viagem em companhia de tão perigosa "cambada". E a Companhia, sempre solicita, salvou "in extremis" a honra da bela dama, concedendo-lhe passagem no Colonial.
Deviam ser bem arrojados esses estudantes de mil e novecentos...(...)» (in pág 31)
(fotografia gentilmente cedida pela Orfeonista Joana Lobo)
Este dia culminou com uma peça interpretada por vários dos coros participantes, cujos elementos se espalhavam pelas inúmeras janelas dos edifícios com a fachada virada para a Praça do Comércio, regidos por uma maestrina em suspensão no centro da praça!
Na fotografia, Orfeon em Angra dos Reis!
...chegada do Orfeon a Santa Maria.